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segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Os 20 álbuns que mais me influenciaram
Fiz uma colagem com os 20 álbuns que acredito serem os que mais me influenciaram, os discos que alimentaram minha vontade de tocar e compor, principalmente na minha adolescência. Tentei colocar eles mais ou menos na ordem de "importância". Segue abaixo a lista:
1. Led Zeppelin II – Led Zeppelin
2. Led Zeppelin Remasters (coletânea) – Led Zeppelin
3. The Beatles Anthology I – Beatles
4. The Beatles Anthology II - Beatles
5. The Beatles Anthology III - Beatles
6. Led Zeppelin IV – Led Zeppelin
7. Acervo Especial Lulu Santos (coletânea) – Lulu Santos
8. Acervo Especial Engenheiros do Hawaii (coletânea) – Engenheiros do Hawaii
9. Santana Greatest Hits (coletânea) – Santana
10. The Best Of (coletânea) - artistas variados, dos anos 60 e 70. Destaque para Janis Joplin, Blood, Sweat And Tears, Scott Mackenzie, The Byrds e Bob Dylan
11. In Concert (coletânea) – artistas variados, dos anos 60, 70 e 80. Destaque para Yes, Fleetwood Mac, Emerson, Lake and Palmer e America
12. As Quatro Estações – Legião Urbana
13. The White Album – Beatles
14. Abbey Road – Beatles
15. Beatles For Sale – Beatles
16. Wired – Jeff Beck
17. A Arte De Milton Nascimento (coletânea) – Milton Nascimento
18. Millenium Raul Seixas (coletânea) – Tom Jobim
19. Millenium Tom Jobim (coletânea) – Raul Seixas
20. Yes Classic (coletânea) – Yes
domingo, 15 de julho de 2012
Celebração da Falsidade
Versão final de Celebração da Falsidade, música que fiz no final dos anos 90, e agora resolvi divulgar de vez, junto com todas as minhas outras composições, que vou colocar aqui na medida em que for gravando.
Essa música fala daqueles que gostam de "celebrar a falsidade", dizendo que tudo que está na onda é lindo; se alienam dos problemas do mundo e não gostam de ser contrariados. A letra está abaixo do player.
Se você for músico ou produtor e tiver interesse em trabalhar com essa ou qualquer música minha, entre em contato comigo comentando este post, ou clique aqui para me enviar um e-mail.
Celebração da Falsidade by guilhermedutra79
Quando olho pra você tudo parece falso
Como seu tênis, seu cabelo e
a sua consciência de que vivemos
os melhores anos de nossas vidas
De que tudo do passado é incômodo
e feio
Você me diz que estou ultrapassado
e dá uma volta no assunto
pra guardar sua paz
Aceitando toda essa sociedade
sem perguntar se isso é doce
ou veneno
Não faz diferença o que eu penso
Tudo que vem de você
é repúdio e preconceito
Mas não pense que pode rir de mim
Não, não, não!
Pois eu sou tão ridículo
quanto você
Você me diz que estou ultrapassado
e dá uma volta no assunto
pra guardar sua paz
Aceitando toda essa sociedade
sem perguntar se isso é doce
ou veneno
Se você for músico ou produtor e tiver interesse em trabalhar com essa ou qualquer música minha, entre em contato comigo comentando este post, ou clique aqui para me enviar um e-mail.
Celebração da Falsidade by guilhermedutra79
Quando olho pra você tudo parece falso
Como seu tênis, seu cabelo e
a sua consciência de que vivemos
os melhores anos de nossas vidas
De que tudo do passado é incômodo
e feio
Você me diz que estou ultrapassado
e dá uma volta no assunto
pra guardar sua paz
Aceitando toda essa sociedade
sem perguntar se isso é doce
ou veneno
Não faz diferença o que eu penso
Tudo que vem de você
é repúdio e preconceito
Mas não pense que pode rir de mim
Não, não, não!
Pois eu sou tão ridículo
quanto você
Você me diz que estou ultrapassado
e dá uma volta no assunto
pra guardar sua paz
Aceitando toda essa sociedade
sem perguntar se isso é doce
ou veneno
sábado, 7 de janeiro de 2012
Moon Patrol - amp Honeytone + stratocaster
A clássica música do Moon Patrol! Gravei com esse equipamento da foto, uma honesta e barata Giannini GGX-1H e um amplificador Honeytone, da Danelectro. Fiz a bateria no Hydrogen e mixei no Audacity. Ficou uma base bem bacana para estudar e improvisar, aproveite!
sábado, 3 de dezembro de 2011
Vamos Levantar Nossa Voz
Minha segunda demo no Myspace, um blues rock! Vamos levantar nossa voz contra os sujos e trapaceiros!
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Refrão de Bolero - Violão Folk Shelter Atlantic
Uma brincadeira pra demonstrar meu novo violão, um Shelter Atlantic. Um violão folk bom, barato e confortável, recomendo.
domingo, 2 de outubro de 2011
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Junk
Gravado por mim ontem (23/06/2010). Uma das músicas mais bonitas de Paul McCartney.
Equipamento:
- Guitarra Phoenix Les Paul, com captadores Cabrera: Classic 2 no braço e Rock Pro na ponte;
- Amplificador Vox Pathfinder 10W;
- Pedal valvulado Vintage Tube Monster, da Behringer, com uma válvula 12AY7 Eletro-Harmonix
Equipamento:
- Guitarra Phoenix Les Paul, com captadores Cabrera: Classic 2 no braço e Rock Pro na ponte;
- Amplificador Vox Pathfinder 10W;
- Pedal valvulado Vintage Tube Monster, da Behringer, com uma válvula 12AY7 Eletro-Harmonix
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Pinball Wizard
Uma brincadeira que gravei no violão hoje. Tem uns brancos, mas no geral tá bom!
Pinball Wizard no violão by guilhermedutra79
Pinball Wizard no violão by guilhermedutra79
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Linus and Lucy
"Linus and Lucy", composição de Vince Guaraldi para o desenho do Charlie Brown e do Snoopy.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
A Guitarra, a Lenda - 1966 Rickenbacker 360 12-String
George Harrison gravou "If I Needed Someone", do álbum Rubber Soul, neste modelo de 12 cordas da Rickenbacker.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
O disco que mais me influenciou...

...acho que é esse aí em cima. Estou ouvindo ele agora e realmente não dá pra negar, toda vez que invento um riff, um improviso, sai um som que puxa muito pra esse hard rock blueseiro do Led Zeppelin II. Comprei esse disco em 1996 (acho), numa loja enorme só de CDs - sim, isso já existiu! - na Rua dos Tupis, em Belo Horizonte. Coloquei o CD no som e não demorou muito, ouvi Whole Lotta Love pela primeira vez... Muito bom!
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Recomeçando na música!
domingo, 28 de outubro de 2007
Creative Commons
Eu acredito que toda essa polêmica é, em sua maior parte, alimentada pelo choro de produtores reacionários e artistas desinformados, que não perceberam que o bonde da história nunca pára e ficaram para trás. Suas queixas são como as dos empresários e trabalhadores do ramo da navegação, na época em que as companhias aéreas tomaram seu lugar, e eles ficaram — não ficaram — a ver navios. As mídias digitais e o compartilhamento de arquivos são o futuro, e quando o futuro chega devemos aprender a lidar com ele, e não ignorá-lo sem ao menos uma reflexão mais madura. Digo isso porque hoje em dia no Brasil não vemos uma discussão sobre o assunto, muito pelo contrário; na grande mídia hoje só há espaço para a virulenta e grotesca campanha, promovida por essa mesma grande mídia, que só está interessada em estigmatizar os camelôs e seus clientes, as pessoas que baixam filmes que acabaram de sair no cinema, ou nem saíram ainda, enfim; é o mainstream fazendo o que sempre fez, enfiando goela abaixo no passivo e ignorante povo brasileiro suas concepções viciadas e tacanhas.
O importante é que fique bem claro que uma discussão se faz necessária, bem como uma atitude mais aberta e reflexiva da sociedade. Principalmente no chamado mainstream, que deveria expressar o que há de melhor na cultura do país, e hoje faz justamente o contrário. Eu sou dos que têm uma posição mais aberta e liberal com relação a esse tema, como já demonstrei neste texto. O Creative Commons também segue nessa mesma linha, e se apresenta como uma proposta muito madura e relevante para a questão dos direitos autorais hoje. Creative Commons significa, em tradução literal, "criação comum". Trata-se de um conjunto de licenças para distribuição de conteúdos que permite aos autores abdicar de alguns direitos em favor do público, facilitando a distribuição de suas obras. E ao contrário do que pode parecer a princípio, dá para o autor manter seus lucros abrindo mão de alguns direitos. Aliás, querendo ou não, muitos artistas fazem isso hoje, pois com o compartilhamento de arquivos muita coisa é distribuída gratuitamente e ainda assim eles continuam a viver de sua arte.
As mesmas pessoas que defendem e representam o Creative Commons também pensam novas formas de garantir que empresas e artistas recebam os lucros advindos dos direitos autorais e de distribuição. Um dos mais conhecidos representantes do Creative Commons no Brasil e no mundo é o advogado Ronaldo Lemos. Formado em Direito pela USP, e com mestrado em Harvard e doutorado novamente pela USP, ele é o autor do livro Direito, Tecnologia e Cultura, publicado pela editora da Fundação Getúlio Vargas, e disponibilizado para download gratuito por iniciativa própria neste link. Recomendo ainda a leitura do texto "O Creative Commons e os Direitos Autorais", também de autoria de Ronaldo Lemos.
sábado, 22 de setembro de 2007
The Very Best of Supertramp - ouçam, é muito bom!
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sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Voltando à ativa!
Há muito tempo eu tocava em banda, e até fiz algumas músicas. Infelizmente, por força das circunstâncias acabei deixando a música de lado por um tempo. Mas agora estou voltando! Bom, não pretendo começar ou entrar em uma banda, nem me tornar músico profissional. Só vou gravar algumas de minhas composições, e retomar uma antiga idéia do Alex, um grande amigo meu e vocalista da nossa antiga banda, e tentar compor algo juntos ainda que separados pela distância.
Para divulgar as músicas vou fazer o que muitos músicos independentes fazem hoje: usar a internet. Semana que vem o site já deve estar pronto. Claro, quando isso acontecer, divulgarei o link aqui no blog.
Fique ligado!
Para divulgar as músicas vou fazer o que muitos músicos independentes fazem hoje: usar a internet. Semana que vem o site já deve estar pronto. Claro, quando isso acontecer, divulgarei o link aqui no blog.
Fique ligado!
sábado, 7 de julho de 2007
A essência das coisas
Durante um bom tempo tudo que vou dizer aqui me pareceu bastante óbvio, mas fui percebendo ao longo dos anos que não é bem assim para a maioria das pessoas. Fala-se muito hoje em pirataria e direito autoral na distribuição de sons, vídeos, imagens e outros conteúdos imateriais. Querem nos convencer a todo custo que se você baixa uma música pela qual você não pagou você está sendo um pirata, ou melhor, um criminoso. E como há muita gente que faz isso, diz-se que esse hábito está fazendo as gravadoras e os artistas perderem receita.
Bom, quando eu não tinha internet e gravador de CD eu gravava os álbuns de meus amigos em fitas k7, e meus amigos faziam o mesmo. A gente também trocava ou pegava emprestado os games e revistas uns dos outros. E fazíamos isso porque gostávamos de compartilhar nossas coisas, nossos interesses. Era uma forma de socialização e divulgação de arte e cultura, que, afinal, existem para serem socializadas mesmo. Dessa maneira toda a sociedade ganha com a promoção do conhecimento.
Segundo essa lógica o momento atual é extremamente feliz. Com a Internet podemos compartilhar cultura com uma infinidade de pessoas de todas as partes do mundo. E através da chamada pirataria - que inclui, mas não se limita à Internet - é possível adquirir conteúdos antes impossíveis de se conseguir por não se ter dinheiro para pagar por ele. Contudo, a grande mídia (pelo menos aqui no Brasil) vem insistindo em convencer as pessoas de que isso é errado, porque para ter a música, o jogo, o DVD ou seja lá o que for é preciso pagar por ele (quando os distribuidores e proprietários dos direitos autorais assim exigem), e quando se adquire um produto pirata os produtores são prejudicados.
Será que essa é uma verdade absoluta, ou dependendo da situação a pirataria pode até ser uma forma eficiente de divulgar uma mídia (música, filme, software), popularizando-a e trazendo retorno financeiro aos proprietários da mesma? Seria o Playstation1 e o 2 os consoles de videogame mais populares do Brasil se não fosse a pirataria de jogos? Nas lojas os jogos de Playstation 2 custam até 250 Reais, isso quando há o jogo. É um preço muito acima do que é praticado nos países mais ricos do mundo, e mais acima ainda dos 10 reais que custa cada jogo no camelô. De qualquer forma, não dá para negar que a pirataria fez dos consoles playstation os mais vendidos do Brasil.
Por outro lado a indústria musical teve uma perda significativa de mercado no Brasil e no mundo nos últimos anos. Mas não acredito que a principal causa disso seja a pirataria e o compartilhamento de músicas pela internet, e este ponto de vista vem ganhando força ultimamente. Até porque o declínio do mercado musical começou antes até do surgimentos das redes de compartilhamento de arquivos e da fartura de mídias baratas para copiar e redistribuir conteúdo. Ele começou a cair, e está afundando cada vez mais, porque esqueceu-se de que seu produto é arte. As grandes gravadoras insistem em forçar a barra com músicos ultra produzidos e fortes campanhas de marketing para fazer o mundo inteiro gostar, ou melhor, comprar a música que eles produzem de acordo com o gosto chamado "popular" nos EUA e em alguns países da Europa, seguindo a tendência mais reacionária possível de estandartização global da cultura, achatando e desrespeitando a diversidade cultural e o gosto das pessoas pelo mundo afora. Há muitos anos, décadas, que praticamente nada interessante surge no mercado musical através das grandes gravadoras, que hoje no Brasil são quase que somente distribuidoras. Mais de 80% dos músicos brasileiros estão nas gravadoras independentes, incluindo aí a maioria dos artistas consagrados, como Chico Buarque, por exemplo.
Além de produto de baixa qualidade, hoje o mercado musical perde terreno para os celulares. Em pesquisa recente foi constatado que os jovens europeus hoje consomem cerca de 20% de seu orçamento em despesas relacionadas à telefonia móvel, o que é bastante significativo. Aqui no Brasil, por exemplo, é comum as pessoas gastarem 30 Reais - que é o preço médio de um CD nas lojas - ou mais com ligações, fora o preço do aparelho, que costuma ser substituído em menos de 2 anos. Além dos celulares, que são a onda do momento, muitas outras formas de entretenimento surgiram nos últimos anos, competindo para conseguir cada vez mais consumidores. Computadores, videogames, internet banda larga, DVDs (que podem ser shows, filmes ou outros conteúdos), e por aí vai. E nessa concorrência os nichos vão estar sempre se ajustando, mas até o momento é a música que perde mais, pois de todos os mercados citados é o mais conservador, diria até teimoso. Por mais que possa ser simples baixar uma música grátis ou comprar um CD pirata no camelô, quem gosta mesmo da música que compra prefere o produto original, com qualidade garantida.
Acredito que de acordo com os exemplos acima relacionados, podemos concluir que a pirataria não é nenhuma tragédia, e em certos casos - a maioria deles, acredito - nem pode ser considerada crime. Por exemplo, quando alguém compra uma cópia pirata de um software profissional caro, que custe uns 9000 reais, por exemplo, e vai usá-la sem finalidade profissional ou de lucro, esta pessoa não está prejudicando o fabricante porque ninguém compra um programa de 9000 reais só por curiosidade. Agora, após usar essa cópia pirata por algum tempo, é bem mais provável que ao se profissionalizar em uma área onde softwares como esse se fazem necessários que a pessoa continue usando este programa, com o qual ela já está familiarizada, do que o do concorrente. E aí sim, nesse caso, deve pagar. Afinal está tendo lucro com o uso de um programa que com certeza custou muito dinheiro e esforço para ser desenvolvido.
Mas o mais importante é que nunca nos esqueçamos da essência das coisas, do conhecimento e da arte. Devemos contribuir para o desenvolvimento da sociedade, e não ficarmos presos à questões capitalistas mesquinhas. As novas mídias estão aí para ficar e devemos aprender a tirar o máximo de proveito delas, para o bem da sociedade e - porque não - para o lucro das empresas também.
Bom, quando eu não tinha internet e gravador de CD eu gravava os álbuns de meus amigos em fitas k7, e meus amigos faziam o mesmo. A gente também trocava ou pegava emprestado os games e revistas uns dos outros. E fazíamos isso porque gostávamos de compartilhar nossas coisas, nossos interesses. Era uma forma de socialização e divulgação de arte e cultura, que, afinal, existem para serem socializadas mesmo. Dessa maneira toda a sociedade ganha com a promoção do conhecimento.
Segundo essa lógica o momento atual é extremamente feliz. Com a Internet podemos compartilhar cultura com uma infinidade de pessoas de todas as partes do mundo. E através da chamada pirataria - que inclui, mas não se limita à Internet - é possível adquirir conteúdos antes impossíveis de se conseguir por não se ter dinheiro para pagar por ele. Contudo, a grande mídia (pelo menos aqui no Brasil) vem insistindo em convencer as pessoas de que isso é errado, porque para ter a música, o jogo, o DVD ou seja lá o que for é preciso pagar por ele (quando os distribuidores e proprietários dos direitos autorais assim exigem), e quando se adquire um produto pirata os produtores são prejudicados.
Será que essa é uma verdade absoluta, ou dependendo da situação a pirataria pode até ser uma forma eficiente de divulgar uma mídia (música, filme, software), popularizando-a e trazendo retorno financeiro aos proprietários da mesma? Seria o Playstation1 e o 2 os consoles de videogame mais populares do Brasil se não fosse a pirataria de jogos? Nas lojas os jogos de Playstation 2 custam até 250 Reais, isso quando há o jogo. É um preço muito acima do que é praticado nos países mais ricos do mundo, e mais acima ainda dos 10 reais que custa cada jogo no camelô. De qualquer forma, não dá para negar que a pirataria fez dos consoles playstation os mais vendidos do Brasil.
Por outro lado a indústria musical teve uma perda significativa de mercado no Brasil e no mundo nos últimos anos. Mas não acredito que a principal causa disso seja a pirataria e o compartilhamento de músicas pela internet, e este ponto de vista vem ganhando força ultimamente. Até porque o declínio do mercado musical começou antes até do surgimentos das redes de compartilhamento de arquivos e da fartura de mídias baratas para copiar e redistribuir conteúdo. Ele começou a cair, e está afundando cada vez mais, porque esqueceu-se de que seu produto é arte. As grandes gravadoras insistem em forçar a barra com músicos ultra produzidos e fortes campanhas de marketing para fazer o mundo inteiro gostar, ou melhor, comprar a música que eles produzem de acordo com o gosto chamado "popular" nos EUA e em alguns países da Europa, seguindo a tendência mais reacionária possível de estandartização global da cultura, achatando e desrespeitando a diversidade cultural e o gosto das pessoas pelo mundo afora. Há muitos anos, décadas, que praticamente nada interessante surge no mercado musical através das grandes gravadoras, que hoje no Brasil são quase que somente distribuidoras. Mais de 80% dos músicos brasileiros estão nas gravadoras independentes, incluindo aí a maioria dos artistas consagrados, como Chico Buarque, por exemplo.
Além de produto de baixa qualidade, hoje o mercado musical perde terreno para os celulares. Em pesquisa recente foi constatado que os jovens europeus hoje consomem cerca de 20% de seu orçamento em despesas relacionadas à telefonia móvel, o que é bastante significativo. Aqui no Brasil, por exemplo, é comum as pessoas gastarem 30 Reais - que é o preço médio de um CD nas lojas - ou mais com ligações, fora o preço do aparelho, que costuma ser substituído em menos de 2 anos. Além dos celulares, que são a onda do momento, muitas outras formas de entretenimento surgiram nos últimos anos, competindo para conseguir cada vez mais consumidores. Computadores, videogames, internet banda larga, DVDs (que podem ser shows, filmes ou outros conteúdos), e por aí vai. E nessa concorrência os nichos vão estar sempre se ajustando, mas até o momento é a música que perde mais, pois de todos os mercados citados é o mais conservador, diria até teimoso. Por mais que possa ser simples baixar uma música grátis ou comprar um CD pirata no camelô, quem gosta mesmo da música que compra prefere o produto original, com qualidade garantida.
Acredito que de acordo com os exemplos acima relacionados, podemos concluir que a pirataria não é nenhuma tragédia, e em certos casos - a maioria deles, acredito - nem pode ser considerada crime. Por exemplo, quando alguém compra uma cópia pirata de um software profissional caro, que custe uns 9000 reais, por exemplo, e vai usá-la sem finalidade profissional ou de lucro, esta pessoa não está prejudicando o fabricante porque ninguém compra um programa de 9000 reais só por curiosidade. Agora, após usar essa cópia pirata por algum tempo, é bem mais provável que ao se profissionalizar em uma área onde softwares como esse se fazem necessários que a pessoa continue usando este programa, com o qual ela já está familiarizada, do que o do concorrente. E aí sim, nesse caso, deve pagar. Afinal está tendo lucro com o uso de um programa que com certeza custou muito dinheiro e esforço para ser desenvolvido.
Mas o mais importante é que nunca nos esqueçamos da essência das coisas, do conhecimento e da arte. Devemos contribuir para o desenvolvimento da sociedade, e não ficarmos presos à questões capitalistas mesquinhas. As novas mídias estão aí para ficar e devemos aprender a tirar o máximo de proveito delas, para o bem da sociedade e - porque não - para o lucro das empresas também.
sábado, 23 de junho de 2007
Música de videogame na internet!
Já pensou em escutar as músicas dos games, sem precisar jogar até a fase onde está a bendita música, ou ainda ouvir arranjos e remixes? Ou quem sabe matar a saudade das músicas de nintendinho e master system. Bom se esse é o seu caso, seguem dois sites legais para se visitar:
- VGmusic - um site com mais de 20 mil músicas em formato midi, muito legal para lembrar dos bons tempos dos games 8 bits;
- Ocremix - site com remixes e arranjos alternativos de músicas de games para ouvir e baixar. Este é música mesmo, não é midi
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sexta-feira, 11 de maio de 2007
Anos 80, 90 e 00
Agora tá na moda reviver os anos 80. As músicas, programas de tv, jogos, brinquedos, roupas, tudo. Para quem era criança ou mesmo adolescente, essa época foi muito boa! Balão Mágico, Trem da Alegria, Genius, Cara Maluca, Fofão, Xou da Xuxa, Ultraman, Esquadrão Classe A, Comandos em Ação, e por aí vai. Uma infinidade de brinquedos, músicas e programas de tv super legais!
Mas os anos 80 passaram, e vieram os 90. E aí começou a decadência. Sim, decadência! Afinal, em 1988 eu, com nove anos na época, ouvia Uni-Duni-Tê, do Trem da Alegria. Em 1994 a criançada rebolava com o Tchan e a Boquinha da Garrafa... Não estou falando de decadência moral, a criançada nem tem maldade pra essas coisas, elas vêem isso como mais uma brincadeira (mas os adultos ficam chocados), é a decadência musical mesmo que incomoda. E até pouco tempo era a Atoladinha que fazia sucesso com a criançada.
O problema com os anos 90 e 00 é que a criançada foi perdendo espaço na grande mídia, e a produção se voltou para aquilo que se acredita ser "o gosto do povão", numa ânsia de sucesso e grana que arruinou a qualidade do entretenimento. Mas nem tudo nos anos 90 e 00 é ruim, há muita coisa boa, como a internet, os games, música... Mas escreverei sobre isso em outro post.
E viva os 80's!
Mas os anos 80 passaram, e vieram os 90. E aí começou a decadência. Sim, decadência! Afinal, em 1988 eu, com nove anos na época, ouvia Uni-Duni-Tê, do Trem da Alegria. Em 1994 a criançada rebolava com o Tchan e a Boquinha da Garrafa... Não estou falando de decadência moral, a criançada nem tem maldade pra essas coisas, elas vêem isso como mais uma brincadeira (mas os adultos ficam chocados), é a decadência musical mesmo que incomoda. E até pouco tempo era a Atoladinha que fazia sucesso com a criançada.
O problema com os anos 90 e 00 é que a criançada foi perdendo espaço na grande mídia, e a produção se voltou para aquilo que se acredita ser "o gosto do povão", numa ânsia de sucesso e grana que arruinou a qualidade do entretenimento. Mas nem tudo nos anos 90 e 00 é ruim, há muita coisa boa, como a internet, os games, música... Mas escreverei sobre isso em outro post.
E viva os 80's!
domingo, 4 de fevereiro de 2007
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