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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Projeto "Casa Futebol" propõe a reapropriação dos estádios da copa para habitação

Para mim é o melhor a fazer com a maioria dos estádios desta copa. E seria ainda melhor misturar com outros usos, como comércios, escolas, creches, etc.
Já que os elefantes brancos estão aí, vamos usar essas estruturas de uma forma que de fato compense seu custo - financeiro e social - e mantenha-as ao longo dos anos.
P.S: e vamos renovar a cabeça do brasileiro e dos arquitetos brasileiros. Essa proposta não foi feita por arquitetos brasileiros, e hoje dificilmente algum arquiteto brasileiro proporia isso.
Via Arch Daily Brasil: http://www.archdaily.com.br/br/623809/projeto-casa-futebol-propoe-a-reapropriacao-dos-estadios-da-copa-para-habitacao


O projeto teórico "Casa Futebol" dos arquitetos do 1week1project, propõe a reapropriação dos estádios da copa através da construção de módulos habitacionais de aproximadamente 105 m². Isto não nega a popularidade e o interesse do povo brasileiro pelo futebol, no entanto, neste mesmo contexto cria uma divertida uma alternativa ao déficit habitacional. O projeto considera o funcionamento regular dos estádios, que disponibilizariam parte do dinheiro dos ingressos para financiar a construção e manutenção das habitações. Substituir parte das arquibancadas por unidades prefabricadas, ocupando também a fachada externa; Casa Futebol proporciona uma escala humana para estas monumentais construções.
Veja a seguir algumas imagens da proposta.
Arena das Dunas / Populous

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Fotomontagem de 1week1project para a Arena das Dunas / Fotografia Original por Jobson Galdino
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Fotomontagem de 1week1project para a Arena das Dunas / Fotografia Original por copa2014.gov.br
Estádio Nacional de Brasília / Castro Mello

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Fotomontagem de 1week1project para o Estádio Nacional de Brasilia / Fotografia Original por EFE
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Fotomontagem de 1week1project para o Estádio Nacional de Brasilia
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1week1project
Axel de Stampa e Sylvain Macaux são dois arquitetos formados pela École d’Architecture de Paris-Belleville. Atualmente dividem seu tempo entre Paris e Santiago, Chile.
Em 2013, quando criaram o escritório 1week1project, Axel de Stampa e Sylvain Macaux se propuseram o desafio de produzir um projeto de "arquitetura espontânea" por semana, ou seja, 52 projetos por ano. Foram, no entanto, produzidos "apenas" 25 projetos até o momento, mas o desafio continua. "Todos os lugares , sejam urbanos, paisagens ou digitais, têm algo de novo a oferecer. Carregam consigo as potencialidades de um futuro a imaginar. Tornar os espaços mais lúdicos, transmitir uma emoção mais intensa ou devolver ao público seu papel de ator principal: as possibilidades são infinitas. Cabe a nós revelá-las e atribuir-lhes novas identidades."
"Este trabalho em andamento é uma empreitada coletiva: convidando diferentes participantes aliamos a uma prática fundamentalmente multidisciplinar nosso desejo de confrontar diferentes olhares."
* O projeto não possuí o consentimento dos arquitetos responsáveis pelos projetos originais dos estádios e são apenas propostas teóricas.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

E a assistência gratuita para moradias?

Em 2009 foi sancionada a lei 11.888, que assegura às famílias com renda mensal de até três salários mínimos assistência técnica pública e gratuita para o projeto e a construção de suas moradias. De acordo com essa lei a assistência técnica deve abranger todas as etapas de projeto e construção, e ser realizada por arquitetos e engenheiros. As habitações podem ser realizadas através de mutirão, cooperativas, ou mesmo por uma única família. A lei permite que sejam criadas parcerias entre entes públicos e privados, como programas de capacitação profissional, residência e extensão universitária nas áreas de arquitetura, urbanismo e engenharia. Os recursos para o cumprimento da lei devem ser oriundos do FNHIS (Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social), sendo que a participação de capital privado também é permitida.

Apesar de ser uma lei federal, sua aplicação cabe aos municípios. São eles que devem gerenciar os recursos e as obras, e renumerar os profissionais. Seu funcionamento seria algo parecido com o SUS - o profissional presta um serviço gratuito ao cidadão e é pago pelo governo. Escritórios-piloto de faculdades de engenharia e arquitetura também podem realizar esses serviços.

De fato se essa lei um dia for usada em grande escala, com grande participação de faculdades de arquitetura, cooperativas e profissionais recém-formados, muito será feito para reduzir o défict habitacional e melhorar as condições de moradia nas cidades, já que as habitações produzidas através dessa lei devem estar de acordo com as leis de uso e ocupação do solo do município. Mas infelizmente desde a sanção dessa lei até hoje não vi nenhuma iniciativa para colocá-la em prática, ou mesmo qualquer divulgação após a sanção da mesma.

sábado, 14 de agosto de 2010

Pinheiros, São Paulo


Algumas ruas do bairro de Pinheiros, em São Paulo, ainda tem prédios residenciais baixos e casas. Na minha opinião, são lugares onde há uma melhor qualidade de vida justamente porque as pessoas estão mais próximas da rua, vivenciando mais ativamente a cidade.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Conjunto Nacional visto da calçada do Center 3

Conjunto Nacional visto da calçada do Center 3, na Avenida Paulista, em São Paulo. Era um dia chuvoso, perto do Natal de 2008.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Escultura na praça

De Desenhos e foto-montagens

Esta foto-montagem também foi um trabalho de comunicação visual para a faculdade. É uma escultura abstrata em uma praça de Bragança Paulista, estado de São Paulo.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Empenas coloridas no Bom Retiro

De Desenhos e foto-montagens

Foto-montagem que fiz na faculdade para uma disciplina de comunicação visual. Um colorido sutil em alguns muros e empenas do bairro do Bom Retiro, em São Paulo...

domingo, 23 de março de 2008

Cidades e sites da internet são muito parecidos


Imagino que você conheça algum site do tipo conhecido como "web 2.0", que são aqueles sites bem interativos onde os usuários geram e compartilham o conteúdo, como o YouTube e o Orkut. Já notou que sua organização é bem parecida com a de uma cidade? Vou explicar. Em um site como os citados acima, há uma estrutura pré-definida que organiza as informações em cada página, o tamanho do espaço que cada tipo de conteúdo vai ocupar e como ele será acessado. Há também regras para dizer que tipo de conteúdo pode e o que não pode estar no site. No YouTube é proibido colocar vídeos que mostrem pessoas sofrendo algum tipo de violência ou que incitem à práticas criminosas; no Orkut são proibidas mensagens de cunho discriminatório e racista; e por aí vai. Essas regras existem para o bem de toda a comunidade e devem ser seguidas por todos, ou seja, o que é de direito público sobrepõe-se sobre o privado. E praticamente todo o conteúdo desse tipo de site é gerado pelos usuários para ser colocado nessa estrutura; no YouTube são os vídeos, comentários, perfis e canais; no Orkut os perfis, fotos comunidades e outros.

Com as cidades acontece exatamente a mesma coisa. Há uma grande estrutura sobre a qual seus usuários inserem conteúdo. Materialmente essa estrutura são as ruas, as redes de energia elétrica, telefonia, água, esgoto, entre outras facilidades. Todavia tão importante quanto esta é também a estrutura "imaterial", ou intelectual, que são as leis e as estruturas governamentais. Entre as leis podemos destacar o plano diretor e a lei de uso e ocupação do solo (em alguns locais conhecida pela sigla LUOS). O plano diretor dá as diretrizes básicas do planejamento da cidade, enquanto a lei de uso e ocupação do solo é mais detalhista, determinando quais os usos compatíveis em cada pedaço de terreno do município. Dessa forma, o plano diretor e a LUOS ordenam todo o uso e ocupação do espaço urbano e direcionam o crescimento da cidade. Ou pelo menos é assim que deveria ser.

No Brasil quase tudo que é construído é feito à margem da lei, e por isso se instala a desordem urbana. Cada município tem suas leis para regular o uso e a ocupação do solo, mas de maneira geral não é complicado nem mesmo muito oneroso seguir essas leis, se compararmos isso com todo o dinheiro e tempo gastos para concluir uma obra. O que há é a falta de uma cultura de planejamento e espírito público nos brasileiros. Os governos pouco fazem para resolver o problema da habitação dos pobres; a classe média, antes de se informar sobre a lei já quer saber como burlar e também como fazer pra não pagar arquiteto, e ainda fazem umas casas horrivelmente enormes, que não cabem no orçamento e nunca estão prontas, mas ficam para sempre enfeiando a cidade... Na classe média alta e entre os ricos também há muito jeitinho pra burlar as leis, como pra fazer um prédio maior do que ele poderia ser, sobrecarregando a infraestrutura da cidade, ou sonegar impostos. E tem ainda um mau gosto terrível da parte de certos membros dessas classes sociais, admiradores do hoje chamado "Neoclássico"¹ e outras imitações de estilos antigos. O grande problema com estes estilos nem é a aparência, mas sim a falta de identidade cultural dessas pessoas, que adotam esses estilos somente como uma forma de ostentação material. Contudo esses estilos estão originalmente ligados à conceitos da época em que foram criados, e seu uso hoje é algo totalmente vazio de significado.²

Enfim, qual é a mensagem que eu quero passar com este texto? As cidades são como o YouTube: o que a gente vê lá é o que as pessoas colocam lá. Se algo não se encaixa nas regras, deve ser alterado ou eliminado para não prejudicar a comunidade. Se a cidade é desorganizada, insalubre, o trânsito é ruim e falta água porque fizeram uma favela do lado do manancial que abastece a cidade, e o esgoto dessa favela diminuiu pela metade a água disponível para consumo, é porque você, eu, o governo e seus vizinhos não fazemos nossa parte direito. Pois o que está aí é o que nós fizemos.



¹ O hoje chamado neoclássico nada tem a ver com o estilo arquitetônico adotado nos palácios dos séculos XVIII e XIX. O que se faz hoje é um pastiche, uma colagem, geralmente mal feita, de elementos arquitetônicos associados à esses palácios e a uma vaga noção de nobreza e classe atribuída aos mesmos.
² Para comparar com o que se faz no Brasil: em Taipei, capital de Taiwan, o edifício Taipei 101 é símbolo de ostentação material e cultural da elite econômica e de todo o povo de Taiwan. É uma torre de 101 andares e cerca de 500 metros de altura, cuja estrutura é inspirada no bambú, planta típica local. Com sua forma inspirada no bambú o design do edifício cria uma forte e verdadeira referência cultural, além de tornar a estrutura do edifício mais eficiente.



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sábado, 1 de março de 2008

citIX


O citIX é um serviço que permite que o usuário tenha acesso a diversas informações de utilidade pública de sua cidade através de um mapa, e também contribuir com informações deste tipo para o site. Como deve ter dado pra notar na foto acima, o site usa o mapa do Google Maps e coloca as informações sobre ele. É possível localizar ou incluir informações sobre crimes cometidos em uma área, encontrar instituições públicas, eventos, saber se há algum buraco na rua ou vazamento de água, entre outras funcionalidades. O site é desenvolvido pelo CESAR (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife) e patrocinado pelo Ministério Público Federal através da Procuradoria da República em Pernambuco. No momento os serviços estão disponíveis apenas para Recife e região, pelo que pude notar ao visitar o site.

A idéia é muito boa, realmente. É um serviço extremamente útil, com ele as pessoas podem se informar rapidamente sobre o que acontece em sua cidade e contribuir para melhorá-la, denunciando crimes ou buracos, encontrar o cartório mais próximo, entre outras utilidades. Sendo bem utilizada, integrada aos órgãos públicos, pode se tornar uma eficientíssima ferramenta web 2.0 de gestão urbana. Tomara que isso ocorra em breve!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

O que fazer quanto à violência?

No Brasil as discussões sobre como acabar com a violência nas grandes cidades costumam girar em torno de duas tendências: aumentar a repressão ou ampliar o aparato social do Estado. No momento, nem um caminho, nem o outro tem funcionado, sendo que a alternativa da repressão tem sido a mais utilizada e a mais aceita. E enquanto continuar essa discussão tola sobre repressão ou assistência social, nada vai funcionar mesmo. Pois o combate à violência não é uma questão de qual é a prioridade, ou o principal caminho, muito menos sobre qual a fórmula para resolver tudo.

Temos um exemplo significativo do que estou falando em um país vizinho do Brasil, que reduziu significativamente os índices de violência em suas principais cidades; a Colômbia. É comum vermos nos noticiários manchetes sobre ações violentas das FARC, o que mostra que a Colômbia ainda é, sim, um país violento, mas pelo menos nas suas principais cidades o crime retrocedeu bastante. Resultado de uma política de repressão bastante rígida, incluindo investigações amplas, armamento e treinamento da polícia e a prisão dos principais chefes do tráfico de drogas. A cidade de Medellín, antiga sede do maior cartel de tráfico de drogas do mundo, é um caso emblemático, como podemos verificar nesta reportagem do jornal Gazeta Mercantil. Em 1991 a cidade tinha 381 homicídios para cada 10 mil habitantes; em 2006 este número caiu para 29 homicídios por 100 mil habitantes, e no final de 2007 para 26. Para efeito de comparação, em São Paulo este número está por volta de 40 homicídios para 100 mil habitantes, e no Rio de Janeiro em torno de 60 para cada 100 mil pessoas. Esses índices mostram que a repressão ao crime deu resultado em Medellín, entretanto não foi somente a repressão que diminuiu a violência.

A cidade também investiu pesado na melhoria dos espaços públicos voltados ao lazer e à cultura, como praças, parques e bibliotecas. Há vários espaços desse tipo por toda a cidade, próximos à estações de metrô e muito usados por toda a população. Vários deles foram reformados ou construídos nos últimos quatro ou cinco anos. É o caso, por exemplo, do Parque Biblioteca España, parte do projeto "parques bibliotecas", cujo objetivo é oferecer espaços onde conhecimento e lazer se encontram. Na cidade há quatro espaços como este. São três prédios que parecem grandes rochas rodeadas por centenas de casas em tijolo aparente. Cada prédio abriga uma função específica: um prédio dedicado à formação, um à biblioteca e o outro abriga um auditório.

Como disse no começo deste texto, não se reduz a violência com repressão ou benefícios sociais. É necessário que haja repressão e assistência social. E é preciso acabar com essa discussão de falsas prioridades, pois já está provado e verificado que é preciso agir nas duas frentes, e ao mesmo tempo, para resolver este problema.


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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Arquitetura para todos, inclusive para os arquitetos

No Brasil, o acesso da população à arquitetura e aos arquitetos é bastante complicado. Além dos pobres, que não têm como acessar uma arquitetura de qualidade somente por meios próprios, há pessoas de classe média — e até mesmo ricos — que desvalorizam a boa arquitetura, seja por preconceito ou falta de informação. Ou seja, superar essa barreira começa por informar. Isso pode ser feito de várias formas: campanhas, rádio, televisão, mas já ajudaria muito se o carnê de IPTU, que recebemos todos os anos, trouxesse informações sobre os procedimentos a seguir para construir, aprovar projetos, que profissionais procurar, etc. A educação também é muito importante. Se as escolas apresentarem conteúdo sobre arquitetura e espaço urbano e qualidade, associados à idéia de cidadania desde o primário, nosso futuro com certeza será melhor.

Além destas medidas, acredito que também são necessárias ações mais objetivas, que de fato levem o arquiteto até à população. Pensando nisso lembrei que o Estado têm estruturas para levar outros serviços essenciais à quem não pode pagar um profissional, como a Defensoria Pública, por exemplo. Como a arquitetura é tão essencial quanto a justiça, acredito que deveria haver algo parecido para a arquitetura e a construção, um órgão que facilite o acesso a quem não pode pagar ou não sabe exatamente como proceder na hora de construir. E que também ajude o grande contingente de profissionais qualificados na construção civil, como engenheiros civis e arquitetos, que não conseguem exercer sua profissão por falta de clientes.

E como seria esse órgão? Muito simples. Não faria mais do que criar e gerir um cadastro de profissionais da construção, e orientar o cidadão que procurar esse órgão, indicando os profissionais especializados necessários com base no cadastro e informando-o a respeito de todo o processo: documentação, fases do projeto, aprovação, habite-se, etc. O cadastro priorizaria os profissionais recém-formados, que costumam ter mais dificuldade em conseguir clientes que os mais antigos. O órgão gestor do cadastro também seria responsável por garantir que todas as obras tenham de fato os profissionais necessários envolvidos. Dessa forma todas as obras teriam ao menos arquiteto e engenheiro civil, e quando necessário também engenheiro elétrico, agrônomo e outros.

A renumeração dos profissionais seria de acordo com as condições do cliente, mas sempre valores justos pelo trabalho oferecido. No caso do cliente não ter condições de pagar o valor estabelecido, o órgão gestor pagaria todo ou parte deste. Outra característica que acredito da maior importância deste órgão é que seu uso seja facultativo, ou seja, ninguém seria obrigado a contratar o profissional indicado presente no cadastro, nem os profissionais seriam obrigados a participarem do cadastro ou aceitar o serviço indicado pelo órgão. Este órgão é para ser um facilitador ao cidadão e um instrumento para melhorar a qualidade do espaço urbano, não para competir com o mercado, muito menos controlá-lo ou restringir a liberdade do cidadão em contratar um profissional de sua preferência.

No fundo esta proposta não é mais do que um melhoramento dos órgãos municipais existentes para a aprovação de obras e projetos. As novidades estão na divulgação, seja por informes no carnê de IPTU, rádio, televisão e outras mídias; e na facilitação do contato entre os profissionais e o cidadão através do cadastro e da participação do órgão gestor na renumeração, quando necessário. Claro, há várias questões que precisam ser discutidas antes da implantação deste sistema, mas acredito a princípio que é bastante prático e só ajudaria a melhorar a qualidade de vida de todos.

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sábado, 5 de janeiro de 2008

Planos para 2008

Este ano de 2007 foi realmente uma porcaria pra mim. Quase nada do que planejei realizar aconteceu. Mas 2008 vai ser melhor — tem que ser! Então, vamos às metas para este ano.

Ainda pretendo abrir meu escritório. Hoje trabalho em casa, e não tenho um espaço exclusivo para trabalho — que poderia ser em casa também. Esta é uma meta, montar um escritório mais adequado, seja em casa ou em uma sala comercial. Esta meta não se realizou ano passado por falta de apoio e de clientes. Aqui, além do mercado ser fraco, há muita informalidade, logo não há o costume de procurar um arquiteto.

Falando em informalidade, mais da metade das construções do Brasil não têm profissionais responsáveis (arquiteto ou engenheiro civil) envolvidos, incluindo aquelas em que o profissional apenas empresta seu nome para ficar tudo certo no papel, apesar de esta ser uma prática reprovada pelo código de ética profissional dos engenheiros e arquitetos. Eu tenho interesse em fazer uma pesquisa na área de inserção dos arquitetos no mercado de trabalho — de preferência um mestrado — e ajudar para que um dia a arquitetura seja mais acessível, e ao mesmo tempo os arquitetos sejam mais valorizados. No momento estou mais interessado na área profissional do que na acadêmica, mas caso surja a oportunidade, e o trabalho não esteja rendendo, posso optar por iniciar o mestrado esse ano.

Participar de um concurso de projetos de arquitetura é outra meta, e
esta já está a caminho. Estou desenvolvendo um projeto para o Holcim
Awards, um concurso de soluções sustentáveis para na construção promovido pela Holcim.

Mas a principal meta deste ano é conseguir trabalho. Seja como empregado ou profissional liberal, não há prioridade, a oportunidade que surgir será aproveitada. Estou inclusive disposto a mudar de cidade, ou até de país para isso. Vamos ver no que dá.


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quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Senado aprova Conselho de Arquitetura e Urbanismo

Sim, aconteceu! Se duvida, clique aqui para ler a notícia! Hoje à noite, no Plenário do Senado, foi aprovado o projeto de lei que cria um conselho próprio para os arquitetos e urbanistas, desvinculado do CREA. Agora falta apenas a sanção presidencial, que ao que tudo indica deverá ser antes do dia 15, data do centenário de Niemeyer, já que o próprio presidente Lula disse que nesse dia irá declarar o ano de 2008 o ano Niemeyer. Espero que com um conselho exclusivo os arquitetos possam ganhar mais espaço na economia e na sociedade, e contribuir para a construção de um país melhor.


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terça-feira, 20 de novembro de 2007

Pondo a arquitetura na mesa

Está mais do que na hora do Brasil discutir a arquitetura, atividade humana tão essencial quanto desprezada, talvez por sua vulgar onipresença, afinal, trata-se de algo muito óbvio, o espaço planejado pelo homem para si. Quando pensamos nas grandes civilizações antigas, ou nas nações desenvolvidas, logo nos vêm à mente a imagem de suas cidades e construções, as ruas largas, as praças bem cuidadas, o belo conjunto formado pelas edifícios, novos ou antigos, ambos muito bem conservados. Aqui costumamos nos gabar de nossas belezas naturais, com o imerecido orgulho de quem diz "isso aí fui eu que fiz", quando na verdade não fizemos coisa alguma, e, muito pelo contrário, ainda destruímos muito.

Não é à tôa que temos tanto orgulho de nossas belezas naturais, tirando isso não sobra muita coisa, mesmo. Nossas cidades são de baixíssima qualidade, salvo raras exceções, que muitas vezes se perdem no tempo ou acabam tendo seu propósito desvirtuado. E não se engane em achar que quando falo de baixa qualidade quero dizer apenas que as casas são feias. Esse engano é bastante comum, já que aqui no Brasil aprendemos a acreditar que arquitetura é coisa para ricos e seus palácios, bem como o arquiteto, que é o sujeito que os desenha. Arquitetura é planejamento, e isso é o que mais falta neste país, depois da educação, que quando há acaba trazendo tudo o mais em seguida. E nossas cidades não têm quase planejamento, e quando tem não o executam. E dessa forma vão crescendo cada vez mais as favelas, com toda sua precariedade, as casas e terrenos ficam cada vez mais caros, a água não chega, a energia falta. E acaba que até quem poderia entrar no sistema, dentro da legalidade, trazendo trabalho ou moradia a quem precisa, não o faz porque os obstáculos do lugar não permitem: burocracia, crime, trânsito ruim, terrenos caros, informalidade e por aí vai.

Num cenário como esse, por onde vai a discussão da arquitetura? Acredito que começa por explicar à quem ainda não sabe, ou seja, quase todo mundo, a importância da boa arquitetura. É preciso fazer os leigos entenderem que não se trata de um custo supérfluo, e que o projeto é um trabalho que exige conhecimento e esforço da parte dos arquitetos e dos vários outros profissionais envolvidos. E qual é, afinal, a importância da boa arquitetura? É nos espaços arquitetônicos que passamos a maior parte de nossas vidas, e sua organização, dimensão, materiais usados e tudo o mais ligado aos mesmos moldam nossa cultura, e vice-versa. Ou seja, há uma troca, a sociedade molda a arquitetura, e a arquitetura também molda a sociedade.

Acredito que os argumentos citados bastam para entendermos o quão importante é a boa arquitetura, e nos espantarmos com o fato de que não a realizamos. E por quê? Porque a promoção da nossa qualidade de vida acaba esbarrando em interesses políticos e econômicos que somente visam produzir lucro a um pequeno grupo de pessoas, independente disto prejudicar a quase todas as outras. Como se não bastasse, há também muito preconceito e desconhecimento por parte da população em geral — dizem que arquitetura é coisa de rico, que não precisa de arquiteto, basta engenheiro, que arquiteto "não passa de três andares"... Por isso mesmo temos que pôr a arquitetura na mesa; nós que conhecemos devemos mostrar à sociedade o quanto ela perde ao não dar a devida importância à arquitetura, mantendo-a subordinada à interesses mesquinhos, que nada se importam com a qualidade de vida da sociedade. É preciso sempre exercitar nosso espírito público e fazer nossa parte, mesmo que os governos, empresas e outras associações não o façam — como, aliás, a maioria vem não fazendo. Só assim a sociedade muda para melhor.


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domingo, 28 de outubro de 2007

Creative Commons

Recentemente estive pesquisando à respeito do Creative Commons e soluções alternativas para a questão dos direitos autorais. Com o grande impulso da internet e das mídias digitais, o compartilhamento e distribuição de arquivos tornou-se cada vez mais popular. Essas novas mídias, como se sabe, possibilitam a livre distribuição de músicas, filmes e outros conteúdos pela internet, sem a necessidade de se pagar por isso. Está aí então instalada a polêmica: como os artistas e produtores culturais receberiam por suas obras distribuídas na internet? A distribuição gratuita de mídia pela internet prejudica os autores e produtores? Downloads grátis e mídias pagas, baixadas ou não, podem conviver harmoniosamente?
Eu acredito que toda essa polêmica é, em sua maior parte, alimentada pelo choro de produtores reacionários e artistas desinformados, que não perceberam que o bonde da história nunca pára e ficaram para trás. Suas queixas são como as dos empresários e trabalhadores do ramo da navegação, na época em que as companhias aéreas tomaram seu lugar, e eles ficaram — não ficaram — a ver navios. As mídias digitais e o compartilhamento de arquivos são o futuro, e quando o futuro chega devemos aprender a lidar com ele, e não ignorá-lo sem ao menos uma reflexão mais madura. Digo isso porque hoje em dia no Brasil não vemos uma discussão sobre o assunto, muito pelo contrário; na grande mídia hoje só há espaço para a virulenta e grotesca campanha, promovida por essa mesma grande mídia, que só está interessada em estigmatizar os camelôs e seus clientes, as pessoas que baixam filmes que acabaram de sair no cinema, ou nem saíram ainda, enfim; é o mainstream fazendo o que sempre fez, enfiando goela abaixo no passivo e ignorante povo brasileiro suas concepções viciadas e tacanhas.
O importante é que fique bem claro que uma discussão se faz necessária, bem como uma atitude mais aberta e reflexiva da sociedade. Principalmente no chamado mainstream, que deveria expressar o que há de melhor na cultura do país, e hoje faz justamente o contrário. Eu sou dos que têm uma posição mais aberta e liberal com relação a esse tema, como já demonstrei neste texto. O Creative Commons também segue nessa mesma linha, e se apresenta como uma proposta muito madura e relevante para a questão dos direitos autorais hoje. Creative Commons significa, em tradução literal, "criação comum". Trata-se de um conjunto de licenças para distribuição de conteúdos que permite aos autores abdicar de alguns direitos em favor do público, facilitando a distribuição de suas obras. E ao contrário do que pode parecer a princípio, dá para o autor manter seus lucros abrindo mão de alguns direitos. Aliás, querendo ou não, muitos artistas fazem isso hoje, pois com o compartilhamento de arquivos muita coisa é distribuída gratuitamente e ainda assim eles continuam a viver de sua arte.
As mesmas pessoas que defendem e representam o Creative Commons também pensam novas formas de garantir que empresas e artistas recebam os lucros advindos dos direitos autorais e de distribuição. Um dos mais conhecidos representantes do Creative Commons no Brasil e no mundo é o advogado Ronaldo Lemos. Formado em Direito pela USP, e com mestrado em Harvard e doutorado novamente pela USP, ele é o autor do livro Direito, Tecnologia e Cultura, publicado pela editora da Fundação Getúlio Vargas, e disponibilizado para download gratuito por iniciativa própria neste link. Recomendo ainda a leitura do texto "O Creative Commons e os Direitos Autorais", também de autoria de Ronaldo Lemos.

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segunda-feira, 13 de agosto de 2007

A vila do Chaves

Certa vez em um exercício inicial de projeto de arquitetura na faculdade fizeram um trabalho baseado na vila do Chaves. Na ocasião foi um trabalho de zoeira, nada feito à sério. Contudo acredito que podemos usar positivamente muitas das coisas que vemos neste seriado de TV, inclusive a arquitetura da vila.
A vila do Chaves fica no interior de uma quadra, e as casas se voltam para 2 pátios internos ligados por uma passagem entre as casas do Seu Madruga e da Dona Clotilde (e não da Dona Florinda, como bem lembrou meu amigo no comentário). O fato da vila ficar no interior de uma quadra isola-a da agitação da rua, tornando o ambiente mais sossegado e mais seguro para as crianças, que podem brincar à vontade pelos pátios.
O que seria o programa do Chaves sem os pátios? É neles onde praticamente tudo acontece! Como são passagem obrigatória para todos os moradores, estão sempre movimentados, com crianças brincando, vizinhos parando para conversar... E isso acaba estimulando ainda mais a boa convivência entre os moradores. Dá para imaginar tudo aquilo que acontece no seriado em uma rua comum, com as pessoas espremidas em uma calçada estreita para não serem atropeladas pelos automóveis? Acho que não.
Mas é viável em nossas cidades criar lugares como a vila do Chaves? Sim, totalmente! Existe toda uma ciência para o desenho e planejamento de cidades, e aqui no Brasil os detentores deste conhecimento são os arquitetos. Infelizmente este conhecimento é pouco aproveitado por aqui, pois não se dá muita importância ao que os arquitetos têm a dizer, e eles acabam tendo que se sujeitar a simplesmente repetir coisas que são feitas há anos e sabemos que não funcionam tão bem como o exemplo da vila do Chaves.
Todavia creio que o cenário futuro da arquitetura no Brasil é bem positivo: os arquitetos estão em via de criar seu conselho profissional próprio, desligando-se do CREA; e os governos têm-se tornado mais conscientes da necessidade de projetos de habitação, infra-estrutura e planejamento urbano. Espero que todos tenhamos um bom futuro pela frente, e viva a vila do Chaves!


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terça-feira, 24 de julho de 2007

Hall do Edifício Panamericano - Montevideo, Uruguay


Hall del edificio Panamericano
Originally uploaded by tulele.
Este é o hall do Edifício Panamericano em Montevideo, Uruguay, projeto do arquiteto Raúl Sichero. É um edifício modernista tradicional da capital uruguaia, como o Copan, em São Paulo. Chama-me a atenção nesta foto a habilidade do arquiteto em criar um espaço muito aconchegante, onde se percebe que a escala humana é a principal referência. O pé direito baixo, a generosa entrada de luz natural, o hall largo, bem como o uso de cores suaves e a textura na parede lateral foram os principais instrumentos utilizados pelo arquiteto neste espaço muito bem resolvido. Complementam o hall os jardins, mesas, cadeiras e luminárias.
Lendo os comentários desta foto no Flickr, cheguei a pensar que haveria uma estátua do arquiteto brasileiro Vilanova Artigas na cidade; na verdade a estátua é do general José Artigas, herói nacional uruguaio, como bem me corrigiu o Luciano em um comentário. Nunca estive em Montevideo, mas conheço por fotos e pelo relatos de amigos que já estiveram lá e acharam a cidade muito bonita, limpa e organizada. Isso muito se deve aos competentes arquitetos uruguaios, e a um povo que reconhece a importância da arquitetura e dos arquitetos. Já está passando da hora do Brasil dar mais atenção aos seus arquitetos...

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Republicando - Arquiteto!? Isso é de comer ou de passar no cabelo?

Comecei finalmente a divulgar este blog em comunidades de blogueiros e arquitetos - porque não pensei nisso antes? - com o objetivo de formar uma rede de discussão de idéias sobre arquitetura e outros temas, e também expor minhas opiniões aos leitores. Este texto foi o primeiro que escrevi para este blog, e estou republicando-o para estimular este debate. Clique aqui se quiser ver todos os meus textos ligados à arquitetura neste blog.

Sabe, deparei-me outro dia pensando numa coisa: eu sou arquiteto! Enfim, após sete anos e meio de estudos - comecei em fevereiro de 1999 e terminei em agosto do ano passado. Agora estou preparado para servir à sociedade, realizando projetos e construções para o bem de todos. Agora só falta a sociedade achar isso... É impressionante como as pessoas ignoram a figura do arquiteto e a idéia que fazem do que é arquitetura: que é coisa de rico, que "arquiteto não passa de três andares"; ou que projeto é só um "desenhozinho" feito num instante, que qualquer um faz.
O arquiteto é um profissional que tem muito a dizer. Ainda mais nos dias de hoje, com toda a desordem que há em nossas cidades. A desordem à qual me refiro aqui não é somente o asfalto esburacado, a rua sem iluminação ou o trânsito caótico. O correto planejamento das cidades contribui para a melhoria da qualidade de vida de todas as pessoas. Reduz o custo de vida e a violência, melhora as condições de saúde e tudo o mais.
E não é só no planejamento urbano que o arquiteto tem muito à oferecer. Projetos e reformas de edificações são os serviços mais comuns na nossa área. E no nosso país infelizmente as pessoas não valorizam muito o espaço onde vivem. Não falo das famílias mais simples, que com muita dificuldade conseguem o que comer. Falo de uma grande parcela da população, que tem condições de contratar um ou mais profissionais especializados para projetar, construir ou reformar sua casa ou sua empresa, mas não o fazem, e só vão procurar arquiteto na hora de assinar um projeto para aprovação na prefeitura. Acaba que a construção fica mal feita, os ambientes mal distribuídos e mal dimensionados, e muitas vezes acaba-se gastando mais do que se tivesse contratado um profissional especializado, porque não há projeto e racionalização da construção.
Nós, arquitetos, fazemos muito bem nosso trabalho, que essencialmente é projetar. Mas para que nossos projetos se realizem é preciso que as pessoas acreditem no que fazemos e nos procurem para ajudarmos a melhorar a vida de todos.

sábado, 26 de maio de 2007

O doce ar da cidade!

Fui à Niterói nesta quarta-feira. Saí daqui de Santo Aleixo por volta de 6 e 15 da manhã e cheguei lá três horas depois - isso porque são apenas 65 quilômetros! Mas esse foi um dia atípico, geralmente essa viagem demora menos de uma hora e meia de ônibus, e menos de uma de carro.
Como se não bastasse, começou a chover pouco depois de eu começar a caminhar pela cidade, e ficou caindo uma garoa fininha o dia todo.
Contudo nada disso foi suficiente para estragar meu passeio, que por sinal foi muito agradável. Precisava respirar um pouco daquele ar de cidade, ver gente, lojas, movimento! Interior definitivamente é algo que não combina comigo. A melhor parte do passeio para mim foi andar pelo Centro e em Icaraí, bairro em que pretendo morar novamente. Icaraí é um bairro muito interessante, tem comércios e serviços muito bons e diversificados, gente na rua e muitas opções de lazer. Teatro, cinema, praça, praia; enfim, é um bairro vivo. Exatamente o oposto da Barra da Tijuca e dos bairros abastados de São Paulo.

sexta-feira, 30 de março de 2007

O tal do Pan

Quando o Rio foi escolhido para sediar os jogos panamericanos este ano eu fiquei bastante animado. Ver um evento esportivo desse porte acontecer no Brasil vai ser muito legal, com certeza. De repente até irei assistir alguma competição, e não ficar só na TV. Mas há algum tempo minha empolgação começou a dar espaço ao medo e à desconfiança.
Assim que se anunciou o Pan no Brasil procurei saber sobre o concurso de arquitetura que seria realizado. Claro, em todos os grandes eventos com construções monumentais é normal que aconteçam concursos de projetos de arquitetura, como uma maneira de elevar o nível do espaço construído e trazer a discussão sobre a arquitetura do evento para a sociedade. É dessa forma que acontece nos países desenvolvidos, e é como a lei recomenda que seja aqui no Brasil, mas no Rio não foi assim. Apesar de ser uma ocasião única, foi tudo feito do jeito que se faz quase toda licitação pública: quem ofereceu o menor preço, levou a obra. E o resultado dessa economia porca está se mostrando hoje: obras atrasadas; mais e mais verbas extras sendo liberadas, pois perceberam que os custos estimados - aqueles, baratinhos, que ganharam a licitação - são maiores do que se imaginava; falta de projetos urbanísticos e planejamento para integração dos espaços de competição com a cidade; e até mesmo agressão ao patrimônio histórico.
Espero que para o futuro o Brasil aprenda com casos como este, e passe a valorizar sua arquitetura e seus arquitetos. Mas espero principalmente que o Pan corra bem, e nenhum fiasco venha a reforçar a imagem de desorganizado que o carioca tem no Brasil.