terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Feliz Natal!


Árvore de Natal da Lagoa
Originally uploaded by Louise Pedroso.
Um feliz natal a todos!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Chats, comunidades, M&Ms e coisa e tal


The Internet Gets To Everything
Originally uploaded by Neville_S.
Criei uma sala de bate-papo no Meebo e coloquei aqui no blog. Além de chat, a sala também serve como um mural de recados, mais ou menos como o scrapbook do orkut. Espero que ela seja bastante usada, ao contrário do antigo widget MeeboMe que tinha aqui. Espero que várias discussões interessantes ligadas aos temas expostos no blog possam acontecer neste chat!

Estive a ponto de abandonar o orkut, devido às suas deficiências quando comparado à outras redes, como o Multiply, da qual também faço parte. Contudo descobri que ele pode ser muito útil, mesmo com muito spam e vírus, pouca convergência e falta de flexibilidade. O mais interessante do orkut, para mim, são as comunidades. Depois de me formar, ano passado, comecei a usar bastante as comunidades do orkut ligadas à minha área, arquitetura. Descobri muita coisa útil e interessante, debates, informações, eventos, etc. Enfim, há redes melhores, mas o orkut tem muita gente, muitas comunidades e muitos brasileiros, daí acaba sendo interessante, particularmente pra quem é do Brasil.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Minhas pernas dóem; tô ficando velho, acabado...

Pois é, já faz uns cinco dias que estou com uma dor muscular muito chata na minha perna esquerda, mais exatamente no chamado músculo posterior da coxa. Muito provavelmente isso foi causado pela falta de exercício e também por ficar tempo demais sentado num banquinho duro e desconfortável em frente ao computador. Sim, a cadeira quebrou, não fosse por isso não faria sentido usar o pc sentado num banco duro...

A leitura da "Cabeça do Brasileiro" continua parada. Continua difícil arrumar ânimo pra ler aquilo. E por isso mesmo comecei a reler "Dom Casmurro", de Machado de Assis — aquela história do Bentinho e da Capitu, lembra? É muito comum ler essa obra no ensino médio, pelo menos nas boas escolas. Mas também, sei lá, já conheço a história, e não sou lá muito fã de Machado de Assis. E, fora isso, não aconteceu mais muita coisa esses dias. Então, vamos em frente.

*Estou inaugurando com este post o marcador "cotidiano". A partir de agora vou incluir este marcador nos textos em que falar sobre fatos corriqueiros do meu dia-a-dia, e dessa forma espero conseguir categorizar todo o blog.

Powered by ScribeFire.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Ainda lendo a cabeça do brasileiro... É mais complicado do que parece

Já faz uma semana que faltam só 40 páginas para eu terminar de ler "A Cabeça do Brasileiro", mas tá difícil... é preciso estar muito tranqüilo (e se possível de bom humor) pra ler aquilo. O livro é muito bom, mas assistir a todas as baixarias deste país, e ainda ler um livro que demonstra estatisticamente como este país é atrasado, ignorante e tacanho, pra não dizer adjetivos piores... Olha, é preciso ter estômago pra isso. Mas de qualquer forma me faz bem ler este livro, ajuda-me a abrir os olhos para o Brasil de verdade. Eu recomendo.

A Cabeça do Brasileiro, de Alberto Carlos Almeida


Powered by ScribeFire.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Senado aprova Conselho de Arquitetura e Urbanismo

Sim, aconteceu! Se duvida, clique aqui para ler a notícia! Hoje à noite, no Plenário do Senado, foi aprovado o projeto de lei que cria um conselho próprio para os arquitetos e urbanistas, desvinculado do CREA. Agora falta apenas a sanção presidencial, que ao que tudo indica deverá ser antes do dia 15, data do centenário de Niemeyer, já que o próprio presidente Lula disse que nesse dia irá declarar o ano de 2008 o ano Niemeyer. Espero que com um conselho exclusivo os arquitetos possam ganhar mais espaço na economia e na sociedade, e contribuir para a construção de um país melhor.


Powered by ScribeFire.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Novidades da semana: novo livro lido

Resolvi toda semana postar um texto contando um pouco do que aconteceu comigo nos últimos dias. Assim meus amigos distantes ficam a par do que estou fazendo, e o blog se mantém vivo, mesmo que me falte inspiração para escrever algo mais elaborado.

Esta semana terminei de ler um ótimo livro, O Evangelho Segundo Jesus Cristo, de José Saramago. Como o título indica, a obra relata a vida de Jesus Cristo, mas não pense encontrar aqui o mesmo Jesus da bíblia. O Jesus de Saramago é o Cristo, sim, mas um Cristo mais humano, um Jesus que erra, peca, se angustia, como qualquer pessoa, a diferença é que Este é o escolhido de Deus para ser martirizado em Seu nome. Um dia, quando estiver mais inspirado, escreverei mais sobre este livro...


Powered by ScribeFire.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Pondo a arquitetura na mesa

Está mais do que na hora do Brasil discutir a arquitetura, atividade humana tão essencial quanto desprezada, talvez por sua vulgar onipresença, afinal, trata-se de algo muito óbvio, o espaço planejado pelo homem para si. Quando pensamos nas grandes civilizações antigas, ou nas nações desenvolvidas, logo nos vêm à mente a imagem de suas cidades e construções, as ruas largas, as praças bem cuidadas, o belo conjunto formado pelas edifícios, novos ou antigos, ambos muito bem conservados. Aqui costumamos nos gabar de nossas belezas naturais, com o imerecido orgulho de quem diz "isso aí fui eu que fiz", quando na verdade não fizemos coisa alguma, e, muito pelo contrário, ainda destruímos muito.

Não é à tôa que temos tanto orgulho de nossas belezas naturais, tirando isso não sobra muita coisa, mesmo. Nossas cidades são de baixíssima qualidade, salvo raras exceções, que muitas vezes se perdem no tempo ou acabam tendo seu propósito desvirtuado. E não se engane em achar que quando falo de baixa qualidade quero dizer apenas que as casas são feias. Esse engano é bastante comum, já que aqui no Brasil aprendemos a acreditar que arquitetura é coisa para ricos e seus palácios, bem como o arquiteto, que é o sujeito que os desenha. Arquitetura é planejamento, e isso é o que mais falta neste país, depois da educação, que quando há acaba trazendo tudo o mais em seguida. E nossas cidades não têm quase planejamento, e quando tem não o executam. E dessa forma vão crescendo cada vez mais as favelas, com toda sua precariedade, as casas e terrenos ficam cada vez mais caros, a água não chega, a energia falta. E acaba que até quem poderia entrar no sistema, dentro da legalidade, trazendo trabalho ou moradia a quem precisa, não o faz porque os obstáculos do lugar não permitem: burocracia, crime, trânsito ruim, terrenos caros, informalidade e por aí vai.

Num cenário como esse, por onde vai a discussão da arquitetura? Acredito que começa por explicar à quem ainda não sabe, ou seja, quase todo mundo, a importância da boa arquitetura. É preciso fazer os leigos entenderem que não se trata de um custo supérfluo, e que o projeto é um trabalho que exige conhecimento e esforço da parte dos arquitetos e dos vários outros profissionais envolvidos. E qual é, afinal, a importância da boa arquitetura? É nos espaços arquitetônicos que passamos a maior parte de nossas vidas, e sua organização, dimensão, materiais usados e tudo o mais ligado aos mesmos moldam nossa cultura, e vice-versa. Ou seja, há uma troca, a sociedade molda a arquitetura, e a arquitetura também molda a sociedade.

Acredito que os argumentos citados bastam para entendermos o quão importante é a boa arquitetura, e nos espantarmos com o fato de que não a realizamos. E por quê? Porque a promoção da nossa qualidade de vida acaba esbarrando em interesses políticos e econômicos que somente visam produzir lucro a um pequeno grupo de pessoas, independente disto prejudicar a quase todas as outras. Como se não bastasse, há também muito preconceito e desconhecimento por parte da população em geral — dizem que arquitetura é coisa de rico, que não precisa de arquiteto, basta engenheiro, que arquiteto "não passa de três andares"... Por isso mesmo temos que pôr a arquitetura na mesa; nós que conhecemos devemos mostrar à sociedade o quanto ela perde ao não dar a devida importância à arquitetura, mantendo-a subordinada à interesses mesquinhos, que nada se importam com a qualidade de vida da sociedade. É preciso sempre exercitar nosso espírito público e fazer nossa parte, mesmo que os governos, empresas e outras associações não o façam — como, aliás, a maioria vem não fazendo. Só assim a sociedade muda para melhor.


Powered by ScribeFire.