sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Arquitetura para todos, inclusive para os arquitetos

No Brasil, o acesso da população à arquitetura e aos arquitetos é bastante complicado. Além dos pobres, que não têm como acessar uma arquitetura de qualidade somente por meios próprios, há pessoas de classe média — e até mesmo ricos — que desvalorizam a boa arquitetura, seja por preconceito ou falta de informação. Ou seja, superar essa barreira começa por informar. Isso pode ser feito de várias formas: campanhas, rádio, televisão, mas já ajudaria muito se o carnê de IPTU, que recebemos todos os anos, trouxesse informações sobre os procedimentos a seguir para construir, aprovar projetos, que profissionais procurar, etc. A educação também é muito importante. Se as escolas apresentarem conteúdo sobre arquitetura e espaço urbano e qualidade, associados à idéia de cidadania desde o primário, nosso futuro com certeza será melhor.

Além destas medidas, acredito que também são necessárias ações mais objetivas, que de fato levem o arquiteto até à população. Pensando nisso lembrei que o Estado têm estruturas para levar outros serviços essenciais à quem não pode pagar um profissional, como a Defensoria Pública, por exemplo. Como a arquitetura é tão essencial quanto a justiça, acredito que deveria haver algo parecido para a arquitetura e a construção, um órgão que facilite o acesso a quem não pode pagar ou não sabe exatamente como proceder na hora de construir. E que também ajude o grande contingente de profissionais qualificados na construção civil, como engenheiros civis e arquitetos, que não conseguem exercer sua profissão por falta de clientes.

E como seria esse órgão? Muito simples. Não faria mais do que criar e gerir um cadastro de profissionais da construção, e orientar o cidadão que procurar esse órgão, indicando os profissionais especializados necessários com base no cadastro e informando-o a respeito de todo o processo: documentação, fases do projeto, aprovação, habite-se, etc. O cadastro priorizaria os profissionais recém-formados, que costumam ter mais dificuldade em conseguir clientes que os mais antigos. O órgão gestor do cadastro também seria responsável por garantir que todas as obras tenham de fato os profissionais necessários envolvidos. Dessa forma todas as obras teriam ao menos arquiteto e engenheiro civil, e quando necessário também engenheiro elétrico, agrônomo e outros.

A renumeração dos profissionais seria de acordo com as condições do cliente, mas sempre valores justos pelo trabalho oferecido. No caso do cliente não ter condições de pagar o valor estabelecido, o órgão gestor pagaria todo ou parte deste. Outra característica que acredito da maior importância deste órgão é que seu uso seja facultativo, ou seja, ninguém seria obrigado a contratar o profissional indicado presente no cadastro, nem os profissionais seriam obrigados a participarem do cadastro ou aceitar o serviço indicado pelo órgão. Este órgão é para ser um facilitador ao cidadão e um instrumento para melhorar a qualidade do espaço urbano, não para competir com o mercado, muito menos controlá-lo ou restringir a liberdade do cidadão em contratar um profissional de sua preferência.

No fundo esta proposta não é mais do que um melhoramento dos órgãos municipais existentes para a aprovação de obras e projetos. As novidades estão na divulgação, seja por informes no carnê de IPTU, rádio, televisão e outras mídias; e na facilitação do contato entre os profissionais e o cidadão através do cadastro e da participação do órgão gestor na renumeração, quando necessário. Claro, há várias questões que precisam ser discutidas antes da implantação deste sistema, mas acredito a princípio que é bastante prático e só ajudaria a melhorar a qualidade de vida de todos.

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sábado, 12 de janeiro de 2008

Por um triz!

Por pouco não mandei o computador daqui de casa pro espaço ontem! Mexi na BIOS pra trocar do vídeo offboard pro onboard, mas alguma coisa deu errado, a tela ficou toda preta e o PC não iniciava! Ainda bem que um tio meu, técnico de informática, resolveu o problema pra mim! Graças a ele posso escrever em meu blog de novo!

sábado, 5 de janeiro de 2008

Planos para 2008

Este ano de 2007 foi realmente uma porcaria pra mim. Quase nada do que planejei realizar aconteceu. Mas 2008 vai ser melhor — tem que ser! Então, vamos às metas para este ano.

Ainda pretendo abrir meu escritório. Hoje trabalho em casa, e não tenho um espaço exclusivo para trabalho — que poderia ser em casa também. Esta é uma meta, montar um escritório mais adequado, seja em casa ou em uma sala comercial. Esta meta não se realizou ano passado por falta de apoio e de clientes. Aqui, além do mercado ser fraco, há muita informalidade, logo não há o costume de procurar um arquiteto.

Falando em informalidade, mais da metade das construções do Brasil não têm profissionais responsáveis (arquiteto ou engenheiro civil) envolvidos, incluindo aquelas em que o profissional apenas empresta seu nome para ficar tudo certo no papel, apesar de esta ser uma prática reprovada pelo código de ética profissional dos engenheiros e arquitetos. Eu tenho interesse em fazer uma pesquisa na área de inserção dos arquitetos no mercado de trabalho — de preferência um mestrado — e ajudar para que um dia a arquitetura seja mais acessível, e ao mesmo tempo os arquitetos sejam mais valorizados. No momento estou mais interessado na área profissional do que na acadêmica, mas caso surja a oportunidade, e o trabalho não esteja rendendo, posso optar por iniciar o mestrado esse ano.

Participar de um concurso de projetos de arquitetura é outra meta, e
esta já está a caminho. Estou desenvolvendo um projeto para o Holcim
Awards, um concurso de soluções sustentáveis para na construção promovido pela Holcim.

Mas a principal meta deste ano é conseguir trabalho. Seja como empregado ou profissional liberal, não há prioridade, a oportunidade que surgir será aproveitada. Estou inclusive disposto a mudar de cidade, ou até de país para isso. Vamos ver no que dá.


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segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Chats, comunidades, M&Ms e coisa e tal


The Internet Gets To Everything
Originally uploaded by Neville_S.
Criei uma sala de bate-papo no Meebo e coloquei aqui no blog. Além de chat, a sala também serve como um mural de recados, mais ou menos como o scrapbook do orkut. Espero que ela seja bastante usada, ao contrário do antigo widget MeeboMe que tinha aqui. Espero que várias discussões interessantes ligadas aos temas expostos no blog possam acontecer neste chat!

Estive a ponto de abandonar o orkut, devido às suas deficiências quando comparado à outras redes, como o Multiply, da qual também faço parte. Contudo descobri que ele pode ser muito útil, mesmo com muito spam e vírus, pouca convergência e falta de flexibilidade. O mais interessante do orkut, para mim, são as comunidades. Depois de me formar, ano passado, comecei a usar bastante as comunidades do orkut ligadas à minha área, arquitetura. Descobri muita coisa útil e interessante, debates, informações, eventos, etc. Enfim, há redes melhores, mas o orkut tem muita gente, muitas comunidades e muitos brasileiros, daí acaba sendo interessante, particularmente pra quem é do Brasil.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Minhas pernas dóem; tô ficando velho, acabado...

Pois é, já faz uns cinco dias que estou com uma dor muscular muito chata na minha perna esquerda, mais exatamente no chamado músculo posterior da coxa. Muito provavelmente isso foi causado pela falta de exercício e também por ficar tempo demais sentado num banquinho duro e desconfortável em frente ao computador. Sim, a cadeira quebrou, não fosse por isso não faria sentido usar o pc sentado num banco duro...

A leitura da "Cabeça do Brasileiro" continua parada. Continua difícil arrumar ânimo pra ler aquilo. E por isso mesmo comecei a reler "Dom Casmurro", de Machado de Assis — aquela história do Bentinho e da Capitu, lembra? É muito comum ler essa obra no ensino médio, pelo menos nas boas escolas. Mas também, sei lá, já conheço a história, e não sou lá muito fã de Machado de Assis. E, fora isso, não aconteceu mais muita coisa esses dias. Então, vamos em frente.

*Estou inaugurando com este post o marcador "cotidiano". A partir de agora vou incluir este marcador nos textos em que falar sobre fatos corriqueiros do meu dia-a-dia, e dessa forma espero conseguir categorizar todo o blog.

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sábado, 8 de dezembro de 2007

Ainda lendo a cabeça do brasileiro... É mais complicado do que parece

Já faz uma semana que faltam só 40 páginas para eu terminar de ler "A Cabeça do Brasileiro", mas tá difícil... é preciso estar muito tranqüilo (e se possível de bom humor) pra ler aquilo. O livro é muito bom, mas assistir a todas as baixarias deste país, e ainda ler um livro que demonstra estatisticamente como este país é atrasado, ignorante e tacanho, pra não dizer adjetivos piores... Olha, é preciso ter estômago pra isso. Mas de qualquer forma me faz bem ler este livro, ajuda-me a abrir os olhos para o Brasil de verdade. Eu recomendo.

A Cabeça do Brasileiro, de Alberto Carlos Almeida


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